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  • Foto do escritorChama Violeta

Onde está a Senda na sua vida?

Fala-se muito de Senda. Discutem-se ensinamentos. Partilham-se sites. Frequentam-se palestras. Adquirem-se livros. Uns são lidos, outros ficam de lado por serem difíceis ou exigem muitas mudanças de vida. Por vezes confunde-se autoajuda com Senda, livros de psicologia com ensinamentos, teorias da moda com a verdade

Mas afinal, onde, na nossa vida, se encontra a Senda? Será que entendemos que Senda é o caminho que vai nos levar de volta ao coração de Deus? Será que entendemos que Senda é o caminho para a ascensão? Será que entendemos que o ápice de todas as nossas vidas terá de ser a ascensão? Será que entendemos que quando encontramos o Caminho, a Senda, a nossa busca está terminada e só temos de seguir o mapa que ela nos oferece? A Senda é a referência central da minha vida ou encontra-se na periferia?




Muitas vezes podemos confundir a Senda com a busca por algo que resolva os nossos problemas, como uma varinha de condão Trilhar a Senda é dar cada passo se perguntando se é o passo certo. Se esse passo está de acordo com as leis divinas, se está de acordo com a nossa honra e com os princípios da ética. Trilhar a Senda é nos dedicarmos à igreja que escolhemos, seguindo os seus ensinamentos e multiplicando o que recebemos como o bom servo deve fazer. Trilhar a Senda é nos observarmos e corrigirmos pouco a pouco tudo o que é imperfeição. Trilhar a Senda é ter humildade e discernimento. Admitir quando erramos e saber quando estamos certos.

Muitos podem dizer que é difícil falar de espiritualidade quando as necessidades físicas são muitas. Não concordo! Mesmo no meio da maior necessidade, o recurso à espiritualidade só pode ajudar. Não podemos ver a espiritualidade como um devaneio, uma discussão teológica ou filosófica. A espiritualidade verdadeira é extremamente prática. Se, no meio da maior necessidade, focarmos no nosso coração - sede da Chama Trina, que contém o poder de Deus, se nos concentrarmos na nossa Presença Divina e no Cristo Pessoal, e por meio deles, acessarmos o nosso corpo causal com toda a sua sabedoria e conhecimentos acumulados, certamente estaremos em melhor situação para resolver os nossos problemas, por mais difíceis que sejam. Se não pensarmos em Deus ou nos anjos que nos podem ajudar, o problema permanece e a sua solução torna-se ainda mais difícil. Mesmo no meio da maior calamidade talvez ainda possamos gritar: Arcanjo Miguel, ajuda-me, ajuda-me, ajuda-me! Se nos momentos de dificuldade, em vez de orarmos e nos concentrarmos na solução do problema, gastarmos energias com revoltas e desespero, não vamos ser mais bem-sucedidos, muito pelo contrário.

Estar na Senda com os dois pés bem fincados, é sabermos que Deus está primeiro, que temos de passar pelo nosso carma, seja ele qual for, mas que a ajuda não vai faltar se a pedirmos e acreditarmos nela. É sempre a partir daí que devemos tomar as nossas decisões Podemos ler em Tiago 4:8 - "Chegai-vos a Deus e ele se chegará a vós". O que importa é onde se encontra o nosso interesse principal, o nosso pensamento constante. Não podemos viver uma vida espiritual colocando Deus na reserva e só nos lembrando Dele de vez em quando. Ele tem de ser uma presença constante no nosso dia a dia.

Se a Senda não é o seu ponto central, o seu apoio, o seu esteio, pense por uns momentos em tudo que está perdendo e decida-se a trazer a Senda para a sua vida de uma forma total e absoluta. Tenho a certeza de que, seja qual for a sua circunstância, sejam quais forem os seus problemas, a sua caminhada na Senda vai dar-lhe uma segurança e uma força que nem suspeitava ter.

E seja qual for o Caminho que escolheu, fique com ele. Diz o ditado: "Quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos". Não queremos com isso dizer que só a nossa Senda é válida. Dizemos apenas que saltitar de um caminho para o outro, não leva a lado nenhum. Cada Senda tem os seus patrocinadores, a sua vibração, o seu modo de encaminhar. Saiba que o que importa é o patrocínio dos Mestres e a dedicação do chela. As idiossincrasias ou falhas de quem encontramos aqui embaixo, mesmo em cargos de liderança, não interessam. Fazem parte da própria Senda, pois põem à prova o nosso avanço em relação à nossa capacidade de lidar com as pessoas e com as situações. Jesus já não disse: "...que te importa a ti? Segue-me tu?" Cada um está fazendo o melhor que pode, aquilo de que é capaz. Se já encontrou a sua Senda, dedique-se a ela com vigor e não pare para olhar para trás ou para os lados. Ela é estreita e, por vezes, íngreme e pedregosa e necessita de toda a nossa atenção. Siga sempre em frente, os resultados não se farão esperar.

Por Rev. Urbana Rutherford

Matéria originalmente publicada no Boletim Fraternews, Ago/Set/Out 2008. Summit Lighthouse do Brasil.

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